Minha sincera resposta sobre “quem sou eu na fila do pão”: uma crônica de Dedé Mesquita
Duvido tu me achares no meio dessa Trasladação, pauta que eu sempre fiz questão de cobrir, todos os anos
Belém, 20 de maio de 2026 – Buenas, povo, passada a tempestade, sempre, sempre há de surgir dias claros e tranquilos.
Raramente uso o site para falar de mim. Inclusive, até evito “me” aparecer por aqui, mas tem momentos em que, acredito, a minha experiência pode ajudar outras pessoas.
Já comentei aqui o quanto ser essa pessoa “combativa” – para usar um termo mais simpático a MIM – me traz sérios problemas com homens. Vejam bem, aquele tipo de homem, metidos a machões, misóginos e muito, muito tóxicos.
Muito do que me atinge ocorre em grupos de WhatsApp. Portanto, eu me resolvo por lá mesmo, com esse tipo de gentinha. Mas quando a xingamento é público, a coisa muda de figura.
Fila do pão – Na semana passada, muitos viram que o secretário executivo de comunicação da Prefeitura de Belém, gestão do prefeito Igor Normando, do MDB, partido também do ex-governador Heldisssss e da atual gov. Hana Montana, tirou do tempo dele – que deve ser pouco – foi às redes sociais perguntar: “Quem é Dedé Mesquita na fila do pão?”, numa clara tentativa de me diminuir como mulher e, principalmente, como profissional.
E assim, a minha postagem no site está baseada em muitas informações que recebi de vários coleguinhas falando muito mal da forma como o secretário executivo Mauro Neto se comporta em relação às demandas repassadas à comunicação da PMB, que ele toma como se fosse a ele, e ele mesmo decide responder às demandas.
Quem conhece o Mauro – como eu o conheço desde 2000, mas já sabia dele, cinco anos antes – sabe que o jeitão é o de sempre: Mauro não entende nada de comunicação governamental e corporativa, em relação à imprensa. Ele acha que o jeitão “gente boa” dele pode resolver tudo. Acha que chamando as pessoas de “cabôco” e “cabôca” pode resolver os sérios questionamentos sobre a gestão dos governos por onde ele passou. Foi assim quando ele passou, num susto, pela Secom/ Agência Pará, que deixou e foi para a antiga Comus/ Agência Belém.
Passagem catastrófica – Na Comus, a passagem dele foi catastrófica, há 11 anos. Mauro foi exonerado da PMB por vários e vários motivos, e quem conviveu com ele, à época, sabe na ponta da língua. E isso, agora, não vem ao caso, mas saibam que relatos não me faltam. E de pessoas da mais alta confiança. Além arquivos digitais e impressos que guardo nesse tempo todo.
Pautando – Respondendo ao Mauro sobre quem sou eu na fila do pão, eu respondo. Eu sou a jornalista que mostrou – com apoio de uma poderosa fonte – o tal de “Manual de Boas Maneiras” imposto os secretários da gestão Igor Normando e pautei com isso, veículos de imprensa em Belém, inclusive o jornal O Liberal. Eu, realmente, não sou e nem quero ser NADA na “tua fila do pão”, mas eu faço estragos. Ah! faço.

Link aqui para ler a reportagem: https://cidade091.com.br/documento-vazado-expoe-protocolo-da-prefeitura-de-belem-para-centralizar-informacoes-e-restringir-atuacao-da-imprensa-em-meio-a-grave-crise-da-gestao-normando/
Depois, vieram as notinhas do Repórter 70, do jornal O Liberal



E nesta quarta-feira, 20, teve mais:

Quem quiser ler, o link é este: https://www.oliberal.com/politica/prefeitura-cria-manual-e-alerta-se-nao-se-sente-confortavel-talvez-esteja-no-local-errado-1.1118359
“Nunca me fez nada” – Alguém me perguntará o que Mauro teria feito contra mim. E eu respondo: “Diretamente, nada!”, mas existem coisas sobre as quais, eu jamais fecharia meus olhos. Tempos atrás, quando MN já estava no DOL – depois de uma passada relâmpago pelo TRT da 8a. Região – uma colega jornalista quase foi morta por feminicídio. Há uma quase uma década, não havia esse mundaréu de sites, blogs e perfis. Nem Instagram existia.
Os veículos de comunicação em Belém publicaram a informação com a sobriedade que o caso requer: uma jovem mulher, já com medida protetiva decretada, quase foi morta, a facadas, pelo ex-marido. Essa é a notícia, é a informação. Mas o DOL, capitaneado por Mauro, publicou a notícia, deu nome, sobrenome e ainda publicou a foto da moça.
Quer ter razão – Não contente – e acuado por todos os jornalistas que comentaram e reprovaram a atitude do DOL – Mauro resolveu ir ao embate com todos, no grupo de jornalistas do Facebook, querendo ter razão em um assunto tão sensível. E mais, na terça-feira seguinte ao quase assassinato – mas não por esse acontecimento -, a Secom/ Agência Pará havia programado uma palestra, justamente, para falar sobre como a imprensa deve noticiar casos de violência contra a mulher.
Mauro, do alto de sua “consciência”, foi à palestra, porque ele sabia que o assunto DOL seria tratado lá, com a conferencista convidada, vinda de São Paulo. Para mim, a cena mais emblemática foi: MN se sentou bem no meio da plateia do teatro Margarida Schivasappa, e nela ficou sozinho, porque ninguém, mesmo com o teatro lotado, quis se sentar ao lado dele.
Como ele é do tipo abusado – e eu fui uma das que mais falei sobre a decisão dele sobre o caso -, estava com outros colegas, e ele fez questão de vir me dar um alô. Eu virei as costas e não respondi. Nesse momento, eu já o tinha bloqueado em todas as redes sociais e no celular.
Respeito é bom – Eu o desbloqueei, no ano passado, para fazer uma entrevista com ele, e estávamos tendo algum contato, mesmo que rápidos. Na conversa que tive com ele na terça-feira, dia 12, depois da postagem no site, ele falou que era para eu “respeitá-lo, porque ele nunca tinha faltado com o respeito comigo”. Eu ri. Aquele ditado de quem bate esquece, mas quem apanha, então, nunca esquecerei que MN, em vários momentos, quando eu apontava alguma “ratada” do DOL, nas redes sociais, ele replicava com “mulher mal-amada”. E por mim… Se o cara fala sobre a sexualidade dos outros, está falando mais dele que de mim e os traços da masculinidade tóxica e da misoginia estão lá presentes.
Quando Mauro vem com esse papo de tentar me diminuir, de perguntar quem sou eu na “fila do pão”, ou seja, no jornalismo paraense, eu fico observando. Desafio qualquer colega jornalista a dizer que já me viu ou ouvi “me gabar”. Eu sou uma jornalista que prezo MUITO pelo meu nome, que é o meu único bem e a minha reputação.
Tenho um orgulho, sim. Eu sou uma das poucas pessoas, que passou pelo grupo O Liberal, e pode dizer que começou um jornal do zero. Sim, eu estava na equipe do jornal Amazônia, desde o início. Justamente, o meu Amazoninha – como sempre o chamamos – e do qual Mauro me disse que “eu ACHAVA” que era chefe de reportagem. MN teve a pachorra de dizer que eu era subordinada a ELE. Como eu sei muito bem o que a equipe do Amazoninha passou em relação ao irmão mais velho, o LIB, eu só ri. Gente “doido da cabeça dele” e bêbada, não devemos contrair.
Falei bêbado? Falei certo. Porque, meus colegas, só estando bêbado para falar tantas sandices como as que Mauro falou para mim. Disse que ele tinha 40 anos de jornalismo, que ele nunca viu uma matéria minha assinada, em uma tentativa forte de me diminuir. E eu ouvindo, lendo e vendo que a pessoa não estava nada bem.
E por fim, ele se lembrou que eu assinei e produzi a coluna de cinema do Amazoninha, durante 11 anos. E ele veio com a pérola: “Falar de cinema não conta, porque, eu, Dedé Mesquita, já vi mais filmes que tu”. Nesse momento, o block veio certo e forte. Que argumentos, eu posso ter com esse tipo de fala?. Misoginia, gaslighting, machismo e muita toxidade: tudo junto.
Matérias assinadas – Sobre assinar matérias, outro jornalista famoso e da mesma laia de Mauro Neto, e que inclusive, são amigos, Ronaldo Brasiliense, também me cobrava matérias que deveria ter escrito, assinado e me jogava na cara os “quatro Esso que ele ganhou”, que nem a história dos Jabutis do Klester Cavalcanti – quem é da época se divertiu muito com a “treta do jabuti”. E eu também.
Quando eu comecei no Amazoninha, eu fui para ser repórter, mas fui convidada para ser a produtora executiva do jornal e com um salário que eu nem sonhava. Por quê? “Porque eu devia entender de cinema, mas não sabia usar as vírgulas”. Fui sempre subordinada ao querido Chefe, Antônio Carlos Pimentel Jr., o Tonga – que eu nunca tinha visto na vida –, um dos grandes jornalistas do Pará, com quem aprendi muito de jornalismo e sobre gerenciar equipes.
Nunca assinei reportagens bombásticas, isso é verdade, eu sempre fui da redação, da produção, de coordenar equipe e dar uns berros, sim, quando necessários, porque jornal se faz todo DIA.
Formiguinha – Por outro lado, o meu trabalho de formiguinha, virando dias e dias lendo o Diário Oficial do Pará, entre 2020 e 2021, e o que escrevi nessa época – e que NUNCA assinei -, ajudaram o estado do Pará a não se tornar essa “ditadura barbalhista” pior a que temos até hoje.
Eu era, à época, quase uma especialista em álcool em gel, respiradores defeituosos, cestas superfaturadas da Seduc – PA e outros. E tenho certeza de que, se eu ainda morasse em Belém, eu teria tido uma visita da “busca & apreensão” da Justiça e polícia paraenses. Como alguns amigos meus, dos blogs e sites, tiveram.
Os autos de processos do Ministério Público do Pará não me deixam mentir. Mas isso. ISSO é apenas jornalismo, é a minha obrigação de ler, pesquisar, entender, escrever e publicar.
E eu tenho certeza de uma coisa: sou uma excelente repórter. E isso só diz respeito a MIM, porque eu sei quem sou e acredito muito em mim. E jamais, em tempo algum, machistas, com alto teor de toxidade, como Mauro Neto, Ronaldo Brasiliense e outros irão abalar a minha confiança. Nunca!
Eu na redação





NOTA DA REDAÇÃO
Este espaço continua sempre aberto para manifestação de quem quiser informar sua posição sobre os assuntos relatados nesta postagem. Acha que precisa de um Direito de Resposta? É só mandar.