EXTRA – “Égua da ideia de jerico”: grupo O Liberal quer mudar nome de jornal

 EXTRA – “Égua da ideia de jerico”: grupo O Liberal quer mudar nome de jornal

Diretamente do Principado do Marco, Condado do Bosque, grupo O Liberal quer mudar o nome de um jornal mais que consolidado no mercado paraense

Belém, 7 de novembro de 2026 – O ano de 2026, com esse tsunami de emoções no segundo semestre, está longe de acabar sem polêmica. E ela vem ali dos lados do Principado do Marco, especificamente, do Condado do Bosque, onde fica localizada da sede do grupo O Liberal. 

Como é de conhecimento de todos, o grupo já deu início à celebração dos 80 anos do jornal O Liberal, a viga mestra que deu início ao império de comunicação da família Maiorana. Atualmente SEM a família, ou melhor, sob o domínio único de Ronaldo Maiorana – justamente o caçula -, filhos e eminências pardas.  

E ainda que tenha um aniversário de oito décadas, muito louvável, diga-se de passagem, a direção do grupo O Liberal ainda encontra tempo para “aprontar”: tem um novo diretor de conteúdo e quer mexer no nome do patinho feio do grupo, o filho enjeitado, o jornal Amazônia.  

Qual a NECESSIDADE de mudar o nome de um jornal consolidado no mercado e com 26 anos de estrada?

Novo diretor – No meio desta semana, chegou à sede do grupo o novo diretor de conteúdo – cargo espinhoso que, nos últimos anos, depois da morte de Walmir Botelho, já teve Paulo Silber, Lázaro Moraes, Daniel Nardin, Felipe Melo, Lázaro Magalhães e Simone Amaro. É muita gente? É. Principalmente pelo cargo ser o que é: muito importante! 

E chegou o novo diretor. Não é de Belém. Foi importado. Irão me perguntar como ele se chama e não sei responder. E olha que procurei saber. Ninguém fala. Parece que a identidade do novo diretor é o Terceiro Segredo do Fátima e vai deflagar a Terceira Guerra Mundial.  

Mas as informações chegam: “O novo diretor pediu para o dono – Ronaldo Maiorana – que quer reduzir a equipe, impresso e companhia, vem aí mais uma onda – demissões à vista. E quer dinheiro para comprar novo mobiliário e computadores – o que não é sem tempo, porque a redação está um nojo, e não se esqueça do sistema de ar-condicionado e pessoas para limpar a redação. Para que um faça o trabalho de cinco – atenção, Sinjor-PA”.  

Sobre o novo diretor de redação do jornal, a galera, a plebe não estão gostando, não. “Ele se tranca na sala dele e fica lá trancado. Não foi apresentado, nem se apresentou. Parece que quanto menos contato com quem faz o jornal acontecer, melhor”, disse uma fonte do site. 

Ei, meu colega, vamos fazer esse negócio direito? Que tal descer desse salto e se apresentar? Ninguém morde na redação, não, mas quando o CEO der uns três berros contigo, tu vais saber onde te meteste.

Ronaldo Maiorana e as eminências pardas dele querem mudar o nome do jornal Amazônia – foto de Tarso Sarraf/ ARQUIVO

Novo nome – A outra patuscada promovida por Ronaldo Maiorana e as eminências pardas que o cercam é querer trocar o nome do jornal Amazônia para “Égua do Jornal”.  

Essa é uma das piores ideias que eu já vi em relação ao grupo O Liberal. Como assim, um jornal consolidado, com 26 anos de estrada, com seu nicho de leitores mais que consolidado, vai mudar de nome? Apenas por um capricho da direção?  

O jornal Amazônia foi criado pelo grupo em 2000, para ser o que a “moda” ditava à época: ser o segundo jornal do grupo, como era/ é o jornal Extra, em relação à O Globo, no Rio de Janeiro, e outros pelo Brasil. Um jornal mais popular, de rápida leitura que trazia assuntos que seriam mais acessíveis às classes C e D: futebol, TV e famosos, e polícia. E deu certo, apesar de todos falarem o contrário. E o jornal Amazônia já tem 26 anos ininterruptos. 

E ainda é, provavelmente, o jornal mais sem identidade da imprensa nacional. Começou como Amazônia Jornal, depois Amazônia Hoje e, por fim, jornal Amazônia, que mudou o formato de Standard – o papel grande – e passou ao formato tabloide, Berliner, um pouco maior que o tabloide. Deu certo e continua dando certo. 

Por que mudar o nome do jornal? O Extra continua sendo Extra e tem o nicho dele consolidado no Rio de Janeiro, tal qual o Amazônia o tem em Belém. 

Capa do jornal Extra, do Rio de Janeiro, de sábado, 7 de novembro. O Extra tem, basicamente, o mesmo tempo de criação do Amazônia e continua com o mesmo ano, desde o início

Que ideia mais estapafúrdia! Eu não entendo quase nada de marketing, mas não vejo nenhum sentido em mudar o nome de um jornal que já tem quase 30 anos de criação, e ainda mais tentando ser – MAIS – popular com esse nome horrível. E o mercado de Belém? O que pensa sobre isso?

Será que ninguém na redação, marketing e publicidade do grupo O Liberal não vê que essa ideia de mudança é terrível? Quer mudar o conteúdo do jornal Amazônia? Muda! Quer ser mais popular? Seja! Mas não façam uma coisa burra dessas de mudar o nome de um jornal que tem seu público e, no nicho dele, é sucesso. 

Prevejo um tiro no pé daqueles. De outra fonte do site: “É uma incredulidade geral na redação. Mas não se sabe nem a data que vai mudar ou, pelo menos, não anunciaram”.

Vamos apostar em que a direção do jornal desconsidere essa verdadeira “ideia de jerico”. 

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