Dez filmes sobre viagens para curtir durante o período de férias

O mês de julho lembra férias e férias recordam viagens. Baseado nesse tema, os membros do Cineclube Paraense se reuniram e fizeram listas individuais de filmes que remetem a viagens na tela do cinema. Foram enviadas 12 listas e citados 65 filmes diferentes. A boa surpresa desta lista é que, pela primeira vez, desde que o cineclube começou a fazer essas votações, o primeiro lugar é de um filme brasileiro, “Central do Brasil”.

A lista final, no Top 10, ficou assim: em primeiro lugar, “Central do Brasil” (de Walter Salles Júnior), com 59 pontos; no segundo posto, “Antes do Amanhecer” (de Richard Linklater), com 43 pontos; em terceiro, “Pequena Miss Sunshine” (de Valerie Faris & Jonathan Dayton), com 42 pontos; em quarto, “Thelma & Louise” (de Ridley Scott), com 26 pontos; em quinto, “Vicky Cristina Barcelona” (de Woody Allen), com 23 pontos pelo desempate, porque teve um primeiro lugar; em sexto, “Priscilla, a Rainha do Deserto” (de Stephan Elliott), com 23 pontos; em sétimo, “O Caminho” (de Emilio Estevez), com 21 pontos; em oitavo, “Meia-noite em Paris” (de Woody Allen), com 20 pontos; em nono, “Na Natureza Selvagem” (de Sean Penn), com 19 pontos, pelo desempate, porque teve mais citações; e em décimo, “Morangos Silvestres” (de Ingmar Bergman), com 19 pontos.

“Central do Brasil”, de 1998, conta a história de Dora (Fernanda Montenegro) trabalha escrevendo cartas para analfabetos na estação Central do Brasil, no centro da cidade do Rio de Janeiro. Ainda que a escrivã não envie todas as cartas que escreve, ela decide ajudar um menino Josué (Vinícius de Oliveira), após a mãe dele ser atropelada, a tentar encontrar o pai que nunca conheceu, no interior do Nordeste. O filme ganhou vários prêmios internacionais, como o de Melhor Filme no Festival de Cinema de Berlim 1999, e deu uma indicação a Fernanda Montenegro como Melhor Atriz no Oscar 1999.

“Antes do Amanhecer”, de 1995, mostra a história de Jesse (Ethan Hawke), um jovem americano, e Celine (Julie Delpy), uma estudante francesa, que se encontram casualmente em uma viagem de trem para Viena. Ele a convence a desembarcar em Viena e gradativamente vão se envolvendo em uma paixão crescente. Mas existe uma verdade inevitável: no dia seguinte ela irá para Paris e ele voltará ao Estados Unidos. Com isso, resta aos dois apaixonados aproveitar ao máximo o pouco tempo que lhes resta.

“Pequena Miss Sunshine”, de 2006, mostra a família Hoover, que é bem estranha. O pai desenvolveu um método de autoajuda que é um fracasso; o filho mais velho fez voto de silêncio; o cunhado é um professor suicida e o avô foi expulso de uma casa de repouso por usar heroína. Até que a filha caçula, a pequena Olive (Abigail Breslin), é convidada para participar de um concurso de beleza para meninas pré-adolescentes. Durante três dias, eles deixam todas as suas diferenças de lado e se unem para atravessar o país numa Kombi amarela enferrujada para ajudar Olive a realizar o sonho dela.

“Thelma & Louise”, de 1991, traz Louise Sawyer (Susan Sarandon), uma garçonete quarentona, e Thelma (Geena Davis) é uma jovem dona-de-casa. Cansadas da vida monótona que levam, as amigas resolvem deixar tudo para trás e pegar a estrada. Durante a viagem, elas se envolvem em um crime e decidem fugir para o México, mas acabam sendo perseguidas pela polícia americana.

“Vicky Cristina Barcelona”, de 2008, mostra a história das amigas Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson), que passam férias em Barcelona. Vicky está noiva e é sensata nas questões do amor, já Cristina é movida a paixão. Durante uma exposição de arte, as duas se encantam pelo pintor Juan Antonio (Javier Bardem), que as convida para uma viagem. O galante sedutor mantém um relacionamento problemático com a ex-esposa Maria Elena (Penélope Cruz). As coisas ainda ficam piores porque as duas, cada uma de sua forma, se interessam por ele, dando início a um complicado “quadrado” amoroso.

“Priscilla, a Rainha do Deserto”, de 1994, é um road movie que mostra as drag queens Anthony (Hugo Weaving) e Adam (Guy Pearce) e a transexual Bernadette (Terence Stamp) contratadas para realizar um show em Alice Springs, uma cidade remota localizada no deserto australiano. Eles partem da capital Sydney a bordo de Priscilla, um ônibus, tendo a companhia de Bob (Bill Hunter). As aventuras na estrada, com performances ao som do melhor das discotecas são o ponto alto do filme.

“O Caminho”, de 2010, é sobre o Tom Avery (Martin Sheen) e seu único filho Daniel (Emilio Estevez), que têm uma relação distante. O rapaz viaja para a Espanha para cruzar o Caminho de Santiago de Compostela e acaba morrendo em uma fatalidade. Tom vai até a França para recolher o corpo de seu filho. Chegando lá, ele resolve fazer o Caminho, completando o percurso que Daniel havia começado, levando junto as cinzas do rapaz. Durante a empreitada, ele encontra companheiros que vão lhe mostrar que nenhum caminho deve ser percorrido sozinho.

“Meia-noite em Paris”, de 2011, e mostra Gil (Owen Wilson) que sonha ser um grande escritor, mas trabalha como roteirista em Hollywood,o que o deixa um pouco de frustração. Gil viaja a Paris com a noiva, Inez (Rachel McAdams), e os pais dela, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy). Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido. Então, ele embarca em uma verdadeira viagem no tempo.

“Na Natureza Selvagem”, de 2008, e conta a história de Christopher McCandless (Emile Hirsch), um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia, ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após dois anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca.  

“Morangos Silvestres”, de 1957, é a história de Isak Borg (Victor Sjöström), um professor de medicina que revisita vários momentos marcantes de seu passado durante uma viagem de carro até sua antiga universidade, onde vai receber uma honraria. Acompanhado de sua nora Marianne (Ingrid Thulin), ele evoca memórias de sua família e de sua ex-namorada. Durante a viagem, ele conhece uma adolescente que em muito se assemelha a Sara, seu antigo amor. A jovem pega carona com o professor e Marianne. Quanto mais Borg recorda as decepções e desilusões que viveu, mais ele se sente frio e cheio de culpa.