DESMANDOS CONTINUAM

Advogados do Núcleo Jurídico do Banpará também são alvo de assédio moral por parte da chefia

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Depois das denúncias de assédio moral na Secretaria de Estado de Comunicação (Secom/Agência Pará) - atenção, Vera Oliveira, William Serique e Fernanda Pinheiro, este site continua de olhos e ouvidos em vocês e ainda recebendo muitas informações, digamos, desabonadoras, sobre esse Trio da Maldade da Secom, formado por vocês três -, agora é a vez do Banco do Estado do Pará (Banpará), mais especificamente, no Núcleo Jurídico (Nujur) daquela entidade bancária. E, diga-se de passagem, que são TODOS advogados concursados.

A pergunta que NÃO QUER/PODE calar é: meu caro governador Heldissss, o senhor não cuida do seu próprio quintal, não? Do que adianta se arvorar em falar, propagar e gastar dinheiro em publicidade, gabando-se de ser um governo democrático, que pensa na população, que é um governo feito para o povo, SE os servidores do seu governo estão sofrendo assédio moral, em quase todas as instâncias. Aqui, neste site, já é segunda denúncia. E diga-se: a todas, este site pede o posicionamento dos denunciados, e somente é I G N O R A D O.

Então, vamos lá, mais uma vez.  

O Sindicato dos Bancário afirma que se o Banpará não tomar uma atitude contra essa série de desmandos vai entrar com uma ação coletiva, responsabilizando a diretoria do banco pelo dano moral coletivo, por conta da visível omissão.

Vamos aos fatos que são relatados em um documento do Sindicato dos Bancários, leia-se, Vera Paoloni, direcionado à diretoria do Banpará, sobre os desmandos que ocorrem no Nujur, que têm nome e sobrenome, Luciana de Souza Santos, que é a principal autora das ações de assédio moral:

Documento do Sindicato dos Bancários - Apresento a esse CRT, com pedido de urgentes providências, os relatos que a mim chegaram de diversos advogados do Núcleo Jurídico do Banpará, adiantando ao Comitê que este assunto já foi tratado internamente junto à área de Recursos Humanos do Banco, em agosto do ano passado, inclusive com passagem no médico trabalho.

Meses depois desse fato conhecido, não houve nenhuma melhora do clima organizacional do setor jurídico. Ao contrário, as atitudes recriminadas e relatadas persistiram e aumentaram de volume, tornando insuportável o ambiente, podendo até ser área adoecida hoje, causado por violências organizacionais, assédios. No setor trabalham 31 advogados. 

Dos relatos - O setor jurídico tem 31 advogados. Desses, o expressivo número de 28, se sente insatisfeito com a condução do setor, por conta de ameaças, autoritarismo, ausência de parceria e diálogo, pressões contínuas, substituições de chefias, fatores que têm levado a adoecimentos;

- A forma de pressão é variada e vai desde a ameaça com Processo Administrativo Disciplinar (PAD), até destituição de função, substituição sem qualquer explicação. Nos rodízios, não se leva em consideração a bagagem individual de conhecimento de cada advogado e as substituições ou rodízios têm sido tratados como testes, experimentos, o que é considerado um flagrante desrespeito, além de gerar desconforto e pânico;

- Os prazos exigidos são exíguos em demasiada, gerando estresse e excesso de jornada. Há relatos que dão conta de advogados passando de meia noite no trabalho. Até se fala em compensação de horas, mas não tem dia útil e nem tempo para compensar;

- É comum a chefia mandar mensagens pelo WhatsApp, fora do horário, e sempre exigir prazos considerados como despropositados, devido à complexidade dos temas;

-  O clima interno no setor é muito ruim, a ponto de um dos relatos é que de 31 advogados, o expressivo número de 28 se sentir desvalorizado, pressionado, ameaçado e sem nenhum prazer em fazer suas atividades, pois a ausência de interação e as ameaças estão erodindo não só a área, mas a estabilidade individual;

(Nota desta editora: dos 33 advogados tem 20 adoentados, devido à carga desumana de trabalho e, consequentemente, estresse. Palavra de um deles: “Eu sou um dos assediados. Não imaginas o que tá acontecendo aqui”)

- Na condução dos trabalhos, o temperamento da chefia - Luciana de Souza Santos - tem se revelado fechada, instável e até com uma dose excessiva de falta de razoabilidade, falta de trato com iguais e diferentes. E aqui é bom citar um relato trazido: houve um dia em que se pretendia desligar, de uma vez, todos os estagiários do Núcleo, sem exceção, por conta de uma brincadeira dos estagiários com os advogados, colando nas janelas da área cartazes de greve, pedindo aumento do valor do estágio, etc.

- O que era uma evidente brincadeira foi entendida como ato irresponsável e imperdoável. Sem consultar qualquer outro gestor, a chefia mandou desligar todos de uma vez, sem avaliar o impacto administrativo dessa atitude ao andamento dos trabalhos, considerando que os estagiários precisam ir ao Fórum, diariamente, protocolar documentos judiciais, baixam processos etc. O desligamento coletivo só não se consumou, porque os advogados pediram uma reunião com Luciana e argumentaram que era um ato arbitrário;

- Ainda sobre a condução autoritária do setor, relatos dão conta que a chefia exigiu, bem contrariada, que nenhum advogado marque reuniões com todo o Nujur, somente a chefia geral pode fazê-lo, independente da urgência ou gravidade da situação. Alguns relatos avaliam que a falta de militância advocatícia pode ser responsável por esse tipo de atitude. A chefia não tem experiência em advogar e talvez, por isso, não consiga valorizar e respeitar quem o faz;

- Relatos afirmam que a falta de diálogo atravanca todo o processo, pois a chefia só se reporta à diretoria do banco, sem compartilhar os assuntos com a equipe. Só consegue ser chefe, sem liderar o grupo de advogados e mantém uma postura que é inflexível, sem diálogo e não democrática. Um exemplo é que, sequer, o planejamento estratégico da área é compartilhado com os chefes de subnúcleo, o que dirá com o conjunto dos advogados?

 É o que tenho a relatar. Vera Paoloni. Eleita no CRT.

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